Um amor não revelado
Mas bem amado
Na forma de amar
Mal-amada
Descontrolada
No jeito errado
De amar direito
Amor dissabor
É desamor
Amor perfeito
Só o que a gente
Carrega no peito
A vida é uma eterna dúvida. Não acha? Se não acha, é bem provável que você tenha se perdido. Você tem certeza de algo? De qualquer coisa? Desse ou de outros mundos? Ou, de pelo menos de quem você é? Você vive questionando tudo e a todos? Então você vive duvidando. Afinal, a única certeza é a morte. Ou melhor, as várias mortes em nossas infindas vidas. Duvida?
Aparecestes assim,
De repente, aos meus olhos
Agitando todo o meu ser,
Desmoronando minhas barreiras e muros
Menina ou mulher?
Talvez as duas...
Permanece o mistério...
Inexplicavelmente,
Despertastes minha efusão lírica...
Labirinto de desejos
Em minhas lembranças,
Ainda hei de te encontrar novamente!
fome
....................miséria
.......................................geografia
promessa
....................mentira
.....................................demagogia
suborno
...............chantagem
..................................pirataria
aborto
....................incesto
.........................................pedofilia
poder
...................dinheiro
......................................guerra fria
trabalho
...................sucesso
..........................................ousadia
crença
................esperança
..........................................filosofia
paz
....................amor
............................................utopia
Eduardo C. Mendonça
Ouve-se um ruído
De repente, um estrondo
E um brame coletivo
Serpenteia em tua mente
Mas nada vês e nada sentes
Permanente eclipse em teus olhos
Nem sono, nem fome em teu corpo
Rente à margem, clamas por teus amigos...
Estão todos lá, apavorados,
Gritando e procurando por você
Mas, alheios, não respondem
Ao teu chamado
Necessitas de calma –
Coisa que nunca tivera antes
Mas desejas, acima de tudo,
Informá-los que te perdeste
E procuras em vão consolar-se
Sabendo que o que o preocupa não são eles
É essa sensação de abandono
De solidão eminente em tua alma
Como entender o que está acontecendo?
Sonho ou realidade?
Por um momento, voltas a raciocinar
E buscas um consolo
Ou mesmo um conselho
Mas não te resta nada
Nem paredes para se apoiar
Como sair desse labirinto?
Ora floresta, ora deserto
Ora amálgama, ora éter
De certo, estás embriagado
Talvez entorpecido
Mas não de haxixe, nem de absinto
Em circunspecto clarão, uma flor púrpura surge
E paira sobre o céu - prenúncio de novos tempos
De vida que se renova
Mas qual a prova?
Ante à pergunta, paro, e me paraliso:
Vida ou morte?
Eduardo C. Mendonça