quarta-feira, 6 de abril de 2011
In Desmemória à Paula
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Ao Filho Que Nunca Terei
Jaz neste rubro epicentro corpóreo
A telúrica ânsia multiplicativa
Falha torpe em minha reles rotativa
Ou nas sinapses do vulgo instinto arbóreo?
A sorver o sumo banquete pélvico
Em tácita sede humano-celeste
Deste ser tão mutante e hermético
Ver-se na trágica bica seca, em teste
Ímpeto vivus, posto vago, se esconde
Em desconexos vestígios do eu “um”
Eis a diária esfíncter de carmas, sonhos e valores
A prover o eu “muitos”, um a um
Sinuosa e antagônica chama disforme,
Que meu emblemático escalpo, do povo se salve
E ao mundo inteiro proclame e informe: eu já saí do trilho
Mais ainda quero gozar de algum gozo, meu filho
Eduardo C. Mendonça
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Avante Ave
Siga em frente o teu caminho
Porém, com calma
E sem pressa
Senão, você tropeça
Mas insista
Persiga tua alma
Abra tua vista
Pois se voa o passarinho
É porque não há nada que o impeça
Eduardo C. Mendonça
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
ArteFato
De desejo, objeto
De anseios, o projeto
Do artista, um protesto
Dessa vida, algum reflexo
Cria de mãe desnaturada
A cumprir o seu destino
- Eis a busca bem-aventurada
ArteFato eu confirmo!
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Construções e Desmoronamentos
I
Sacada, alpendre,
Varanda
Não sobrou nada
Só a lembrança do sobrado
(É)difício... mas tenho que concordar
As grandes cidades cimentaram o passado
I I
Moinho, pilão,
Fogão de lenha
Não restou nada
Só o extintor contra o fogo na escada
(É)difício... mas tenho que concordar
As grandes cidades cimentaram o passado
III
A cada tijolo erguido
Uma lembrança despedaçada
Pra cada bloco cimentado
Mais uma janela fechada
(É)difício... mas tenho que concordar
As grandes cidades cimentaram o passado