sexta-feira, 27 de abril de 2012
O Infinito Amor
quinta-feira, 15 de março de 2012
A Sociedade Muda
O brado fala
O povo reclama
O governo cala
O ato inflama
O povo reclama
O governo cala
O brado ainda fala
Mas o ato para
O grito logo para
O brado perde a chama
O governo ainda reclama
E o povo cala
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
Amar Assim Amar
Devagar fui descobrindo
A doçura torta de te amar
Passo a passo, inocente
Como quem acorda, de repente
Devagar fui descobrindo
A inconsciente vontade de te amar
Assim quimera, sem espera
Posto vivo novamente
Devagar fui descobrindo
O sumo gosto de te amar
Tácito, silencioso,
E de tamanho impacto
Devagar fui descobrindo
O seguro estribo de te amar
Sem crivo, nem siso, nem rédea
Eis o preciso verbo amar
Devagar fui descobrindo
Que foi florindo um jeito de te amar
Quem nem rosas, nem devas
Nem prosa ou versos hão de cantar
Devagar fui descobrindo
Uma devoção de monge em te amar
Assim de longe, e de perto
Que nem mesmo ao certo sei rezar
Devagar fui descobrindo
Que já era hora de te amar
No contratempo, assim de momento,
Num minuto, que não deu nem pra pensar
Devagar fui descobrindo
A forma nua de te amar
Do riso ao pranto, falo e canto
Assim, amor exposto ato de amar
E tão amável, sereno e bonito
Repouso em ti, receptáculo
Fui descobrindo, assim, infinito
Nosso indecifrável espetáculo
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
ABRAÇO
De pai, de mãe, ou de tia
Um abraço é de grande valia
De professor, de aprendiz, ou de criança
Um abraço de esperança
De um conhecido, de um amigo, ou da namorada
Um abraço camarada
De filho, de avô ou de avó
Um abraço para desatar um nó
De irmão, de paixão, ou por educação
Um abraço pra espantar a solidão
De parabéns, de apoio, ou simplesmente consolador
Um abraço é sempre confortador
De aconchego, de alegria, ou de saudade
Um abraço é de extrema necessidade
Eduardo C. Mendonça
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
SAL A GOSTO
Você tem levado a vida com gosto
Ou nem sempre a alegria
Anda estampada em seu rosto
Se a casa cai, se afunda o barco,
Ou aquele amor deixou um gosto amargo
Na travessia, nem tudo é desgosto
Mesmo que a contragosto
Até pra quem engole sapo
Ainda resta um tira-gosto
Acredite, seja qual for o mosto
O futuro reserva alguma valia
Pra quem transpira e persiste
Isto posto, há nova chance a cada dia
De recomeçar ou satisfazer um gosto
Até mesmo em agosto
Mês do cachorro louco
Como o gosto do freguês
Ou o extravagante bom gosto do francês
Mas não se deixe levar pelo desespero,
Nem pela opinião dos outros
Muito menos pelo aparente exposto
Livre-se do apego e do imposto
E esteja sempre disposto
Pro que der e vier
Pois, a gosto dos homens ou de Deus
A vida é um poema composto
Que a gente escreve como quer
Eduardo C. Mendonça