O brado fala
O povo reclama
O governo cala
O ato inflama
O povo reclama
O governo cala
O brado ainda fala
Mas o ato para
O grito logo para
O brado perde a chama
O governo ainda reclama
E o povo cala
A vida é uma eterna dúvida. Não acha? Se não acha, é bem provável que você tenha se perdido. Você tem certeza de algo? De qualquer coisa? Desse ou de outros mundos? Ou, de pelo menos de quem você é? Você vive questionando tudo e a todos? Então você vive duvidando. Afinal, a única certeza é a morte. Ou melhor, as várias mortes em nossas infindas vidas. Duvida?
O brado fala
O povo reclama
O governo cala
O ato inflama
O povo reclama
O governo cala
O brado ainda fala
Mas o ato para
O grito logo para
O brado perde a chama
O governo ainda reclama
E o povo cala
De pai, de mãe, ou de tia
Um abraço é de grande valia
De professor, de aprendiz, ou de criança
Um abraço de esperança
De um conhecido, de um amigo, ou da namorada
Um abraço camarada
De filho, de avô ou de avó
Um abraço para desatar um nó
De irmão, de paixão, ou por educação
Um abraço pra espantar a solidão
De parabéns, de apoio, ou simplesmente consolador
Um abraço é sempre confortador
De aconchego, de alegria, ou de saudade
Um abraço é de extrema necessidade
Eduardo C. Mendonça
Você tem levado a vida com gosto
Ou nem sempre a alegria
Anda estampada em seu rosto
Se a casa cai, se afunda o barco,
Ou aquele amor deixou um gosto amargo
Na travessia, nem tudo é desgosto
Mesmo que a contragosto
Até pra quem engole sapo
Ainda resta um tira-gosto
Acredite, seja qual for o mosto
O futuro reserva alguma valia
Pra quem transpira e persiste
Isto posto, há nova chance a cada dia
De recomeçar ou satisfazer um gosto
Até mesmo em agosto
Mês do cachorro louco
Como o gosto do freguês
Ou o extravagante bom gosto do francês
Mas não se deixe levar pelo desespero,
Nem pela opinião dos outros
Muito menos pelo aparente exposto
Livre-se do apego e do imposto
E esteja sempre disposto
Pro que der e vier
Pois, a gosto dos homens ou de Deus
A vida é um poema composto
Que a gente escreve como quer
Eduardo C. Mendonça