terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Decadènce



fome

....................miséria

.......................................geografia

promessa

....................mentira

.....................................demagogia

suborno

...............chantagem

..................................pirataria
aborto
....................incesto
.........................................pedofilia
poder
...................dinheiro
......................................guerra fria
trabalho
...................sucesso
..........................................ousadia

crença

................esperança

..........................................filosofia

paz

....................amor

............................................utopia

Eduardo C. Mendonça

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

ANTEPARO ANTEMORTE


Ouve-se um ruído

De repente, um estrondo

E um brame coletivo

Serpenteia em tua mente

Mas nada vês e nada sentes


Permanente eclipse em teus olhos

Nem sono, nem fome em teu corpo


Rente à margem, clamas por teus amigos...

Estão todos lá, apavorados,

Gritando e procurando por você

Mas, alheios, não respondem

Ao teu chamado


Necessitas de calma –

Coisa que nunca tivera antes

Mas desejas, acima de tudo,

Informá-los que te perdeste

E procuras em vão consolar-se

Sabendo que o que o preocupa não são eles


É essa sensação de abandono

De solidão eminente em tua alma

Como entender o que está acontecendo?

Sonho ou realidade?


Por um momento, voltas a raciocinar

E buscas um consolo

Ou mesmo um conselho

Mas não te resta nada

Nem paredes para se apoiar


Como sair desse labirinto?

Ora floresta, ora deserto

Ora amálgama, ora éter


De certo, estás embriagado

Talvez entorpecido

Mas não de haxixe, nem de absinto


Em circunspecto clarão, uma flor púrpura surge

E paira sobre o céu - prenúncio de novos tempos


De vida que se renova

Mas qual a prova?


Ante à pergunta, paro, e me paraliso:

Vida ou morte?


Eduardo C. Mendonça

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Silêncio

.

O silêncio é magnífico!

E assustador...

Nos enche de perguntas

E, só às vezes, dá respostas...


O silêncio é mágico!

Mas também é trágico

Sussurra em nossos ouvidos

Inúmeras palavras...


O silêncio é amigo da alma

Escuta nossos gritos

Lembra nossos traumas...


O silêncio é encantador

E também perturbador

Mas, às vezes, acalma...


Eduardo C. Mendonça



segunda-feira, 17 de novembro de 2008

O Poema


Um poema não é feito

De cenas

Não é fruto

De penas



Um poema não nasce

De temas

Nem é composto

De esquemas



Um poema

Não possui

Sistemas



Mas, um poema,

Nunca é feito

De apenas


Eduardo C. Mendonça

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Feliz Aniversário



Ah! Como é difícil escolher um presente
Para alegrar um momento de comemoração

O que oferecer como retribuição

À vida presente?

Um par de sapatos?

Um perfume?

Uma gravata?

Não... Nada disso me agrada

É preciso achar um presente

Que torne a vida

Mais doce, menos ingrata

Talvez um vinho, uma prece...

Mas e quanto às palavras?

Como é difícil escolher uma dúzia

Entre milhões e milhões

De códigos e sentidos

Por isso, prefiro um sentimento

Não desses que fazem escorrer lágrimas

E desejam boa sorte

Mas um que seja forte,

Como um aperto de mão

E que também seja simples,

E se expresse em um olhar

De respeito e gratidão


Eduardo C. Mendonça